Ponencia presentada en la IV Reunión de Antropología del Mercosur. Noviembre de 2001. Curitiba. Brasil Read the rest of this entry »

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Roberto DaMatta (Diário do Nordeste)

Nós, seus primeiros alunos, o chamávamos escondido de “RCO”. Era um segredo depolichinelo porque ele sabia e gostava, já que a redução do nome às iniciais era uma forma de institucionalização; uma admissão precoce da perenidade que ele, naquela época jovem, tanto almejava. Nas aulas e nos seminários, discutíamos com o “Roberto”, que, nas suas intervenções, jamais dispensava a moldura filosoficamente inspirada, disciplina que o havia formado e com a qual teve uma ligação profunda até sua morte na sexta-feira, dia 21 de julho. Mas o tratamento sem formalismo e a saudável camaradagem brasileira não significavam nenhuma ultrapassem à sua autoridade de mentor intelectual, que constituía seu modo de ser. Eram algo que fazia parte natural de sua vida, como as asassão parte de um passarinho. Sendo eu também um “Roberto”, mas aluno, logo descobri que o nome era exclusivo.Contentei-me então em ser conhecido como “Matta”, nome de guerra mais do que perfeito (ainda que exagerado!) porque, entre outras funções, não deixava dúvidas sobre quem era o “Roberto” naquele grupo.Voltando pesaroso de suas exéquias em Brasília, vi a nota fúnebre que reiterava a melancólica realidade, sua morte, aos 78 anos. Um sujeito sentado do outro lado do minúsculo corredor que nos espreme nos aviões, com um jornal farfalhante em punho, lia coincidentemente a mesma página, e eu percebi quando ele passou os olhos pelanota. Eis o sal da vida: para ele, um patético obituário; mas, para a história da Antropologia brasileira, uma perda irreparável e, para seus familiares, ex-alunos,discípulos e amigos, uma catástrofe. Uma reviravolta em nossa paisagem emocional, feita de pessoas que são casas, porões, escadas, cercas, poços, camas, mesas e paisagens. Algumas nos cercam e limitam, outras nos acolhem e amparam; algumas são nossa perdição, muitas nosso alento e nosso farol. Na paisagem de minha vida, Roberto Cardoso de Oliveira fica como um alicerce e um iluminado farol. Desde que o conheci, quando tinha meus 20 anos, nele encontrei o professor pesquisador que pretendia ser. Na primeira visita que fiz a seu apartamento recheado de livros, no Leme, vendo-o ao lado de sua esposa, Gilda, e dos filhos, descobri nele o futuro que haveria de também ter. Fin da a visita, percebi que Roberto me havia dado mais do que conselhos profissionais e um par de ensaios com dedicatória – os primeirosque recebi pois, naquele encontro, sabendo ou não, ele havia alicerçado minha vida. Falo disso na tentativa de revelar o carisma de Roberto Cardoso de Oliveira. Essesinal dos grandes mestres e dos corajosos criadores de instituições. Pois além de pescar pesquisadores, abrindo neles a chaga incurável da obrigação de escrever e de estudar, Roberto foi o intrépido criador de programas de Antropologia no Museu Nacional, em Brasília e em Campinas. Foi um raríssimo exemplo de professor capaz de ensinar e defundar instituições. Como ele dizia: era preciso tocar e carregar o piano… Exercício necessário neste Brasil, que até hoje gosta de repetir, com vilania, que quem sabe faz e quem não sabe ensina! No fundo – eis uma das revelações da morte -, Roberto nos ensinava a trabalhar para as causas perdidas, as únicas pelas quais vale a pena lutar: o estudo desinteressado das sociedades tribais, o ensino honesto de teoria social, a luta infindável contra o obscurantismo e a ignorância, o amor pela vida acadêmica, apesar das condições pífias da vida universitária no Brasil. De sua boca – vejam que espanto! -, ouvi muitas vezesum “eu estava estudando”, dito com o candor do aprendiz, para quem cada livro é um tesouro. Não é meu intento revelar as contribuições de Roberto Cardoso de Oliveira, o nosso amado “RCO”, para as Ciências Sociais e, nelas para a Antropologia Social, termo que ele introduziu no Brasil sob o olhar patrulhador dos colegas mais antigos que, comrazão, viam nisso a ameaça da inovação transformadora. Essas coisas chatas que nos obrigam a aprender e a enxergar o mundo de outro modo.O que quero, nestas linhas, é tentar explicitar a personalidade marcada pela obsessãodo estudo, da pesquisa e da escrita. É honrar o caráter vincado por uma invejávelintegridade moral, que me fazia projetar nele uma figura mítica conhecida de minhamãe. Um militar que ela descrevia como magrinho, pequeno, aparentemente frágil -exatamente como era o nosso professor -, mas dotado de uma força moral capaz de enquadrar a mais selvagem desordem. É por isso que o desaparecimento físico de Roberto Cardoso de Oliveira é uma catástrofe. Um rebuliço que obriga o exercício maior de ultrapassar o mero esquecimento. Porque no caso do Roberto, não basta esquecê-lo; é preciso desesquecêlo. Para tanto, só existe um meio: canibalizá-lo. Colocá-lo dentro dos nossos corações para que sua força moral e sua sede de saber sobrevivam e se multipliquem, ao lado do seu amor pela Antropologia Social e de sua imorredoura energia criativa. 

¿Qué es la antropología?

septiembre 26, 2006

Por: Érika Guzmán
Universidad de Los Andes (Colombia)

Me propongo escribir sólo de antropología, ya que esta es mi carrera pero estoy segura que sucede lo mismo con otras de ciencias sociales. Cuando llegan estudiantes de bachillerato al Departamento de Antropología de la Universidad de los Andes su conocimiento sobre esta disciplina por lo general hace referencia a los típicos programas de Discovery Channel o National Geographic. Esto no está mal ni estoy tratando de desmeritar la calidad de estos canales internacionales. Solo que cuando el estudiante “colegial” piensa en un antropólogo se imagina a un superhéroe o a algún explorador millonario que puede gastarse su fortuna en viajes a Egipto. De ahí que varios comentarios de estos estudiantes sean de este estilo: “yo quiero estudiar antropología para ayudar a la gente” o “quiero hacer justicia con el trato a los indígenas” o “quiero especializarme en egiptología” y resulta que en ningún programa de antropología de Bogotá se encuentra una materia sobre egiptología y el antropólogo como cualquier otra persona no puede salvar el mundo, aunque claro puede contribuir a entender cómo vivimos y porqué pensamos como lo hacemos.

Otra diferencia crucial entre la antropología que prometen estos canales y la de Latinoamérica es que la arqueología y antropología hacen parte del mismo pensum indiscriminadamente, claro hay especializaciones y maestrías en cada una de estas áreas pero en pregrado la arqueología no se puede separar de la antropología social, en particular de la etnología, mientras que en Estados Unidos y Europa son carreras distintas. Esto se debe a que nosotros todavía tenemos una gran cantidad de comunidades indígenas y por tanto, muchos arqueólogos para explicar el pasado se refieren al presente estudiando de manera comparativa las sociedades del pasado y las del presente.

Aparte de esto, hay varios aspectos históricos en América Latina y en Colombia, que difieren con los de otros países, que se deben tener en cuenta para que esta disciplina responda mejor al contexto al que pertenece. Por consiguiente, la información no debería ser sólo aquella brindada por la televisión internacional sino que desde el colegio y con los programas de scauting de las universidades se podría dar una orientación más “contextualizada” de las diferentes carreras y en especial, de las de ciencias sociales, en particular antropología.

Pero el problema no se resuelve ahí. Así como hay estudiantes que sobreestiman el potencial de la antropología en Colombia, también hay quienes afirman que aunque su clase predilecta es la de ciencias sociales no le “ven futuro” a esta carrera “porque aquí no valoran eso” o “porque tengo que ganar con qué vivir”. La idea de que la antropología no produce un conocimiento “válido” y por ende, éste no es tenido en cuenta no es sólo de estudiantes colegiales sino también de muchos de pregrado, sin contar la opinión de personas que estudian o que se graduaron de alguna ciencia “dura”. La antropología puede no ser la carrera mejor pagada, es cierto; pero el conocimiento que genera ha llevado a ingenieros, economistas y administradores de empresas a incluirlo dentro de su trabajo diario. Una de las labores en las que actualmente está incursionando el antropólogo es en la investigación de mercados, como por ejemplo, identificando hábitos alimenticios. Así ha contribuido en el área de mercadeo. De la misma forma, las evaluaciones cuantitativas del impacto de megaproyectos (tales como grandes infraestructuras como puentes, carreteras, grandes centros comerciales, ecoturismo) son llevadas a cabo por antropólogos quienes por medio de la investigación están en la capacidad de poner en evidencia procesos sociales que explican el resultado que se obtuvo. Otro de los campos importantes en los que antes no se había pensado que era importante el aporte antropológico es en la medicina (antropología médica), en la cual el antropólogo da cuenta de las prácticas médicas y en general, de la relación entre médico y paciente, entre conocimiento médico occidental y otras formas de entender la salud y la enfermedad. De esta forma, el antropólogo cuestiona todos las conductas, actitudes y sentimientos que parecen “naturales” y propios de la condición humana y además documenta, explica y entiende otras formas de vida diferentes a las que se está acostumbrado.

El reto de estas carreras sociales es grande ya que deben difundir el poder que les confiere entender la vida como un conjunto de relaciones que genera formas de pensar específicas, diferentes cosmovisiones y diversos sentidos y significados a la existencia humana. Ya que toda actividad humana es social ¿en qué campo no tendría trabajo la antropología?